quarta-feira, 17 de abril de 2013

DOR AO DECÚBITO DORSAL


Não me venha com neologismos;
Enquanto sofro com a transubstanciação de minha alma;
Quebram – se os ossos do meu pescoço;
Frágeis como isopor flutuando em um mar morto.

Conheço todas as suas ideologias paupérrimas;
Que se manifestam em sonhos enquanto durmo;
Sinto – me dolorido e acuado;
Em um sonho roto e profundo.

Ao acordar pela manhã percebo;
As poucas coisas que sobraram da guerra;
E a dor original que minha cabeça manifesta.

Sem demagogia procuro meus sentidos;
Perdidos há algum tempo atrás;
Em algum sonho de prisão que não lembro mais.


Paulo Grebim 2004


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