A vida é tão estranha;
Tão árduo o subir;
Tão mero o cair;
Mas ela nos há de perpetuar.
Mesmo que não seja bela;
Mesmo tendo que comer em tigelas;
Mesmo que para fugir;
Tenhamos que deixar as diretrizes;
E forçar as sentinelas.
Só não podemos deixar cair o amor;
Aquele antigo, querido;
Tú sabes o teu;
Eu sei o meu.
Quando passo pelo passado;
Vejo nosso itinerário;
As aventuras, não foram muitas;
Fomos felizes;
Mas não chegamos a ser bambas;
Olho no fundo da boceta;
Não há mais fumo para a palha acender;
Será que tudo na vida tem necessidade de padecer ?
Tenho saudade do ido;
Das outras coisas que poderíamos ter vivido;
O consolo;
É que ainda temos tempo à frente;
Todavia;
Estamos envelhecendo;
E a cada dia;
Células vão endurecendo.
Mas temos estilo;
Podemos tocar uma música;
Através de um Stradivari ou um Strauss;
Anonimamente;
A lá vontaire;
Guardaremos os sucessos;
Para a avant – première.
Paulo Grebim 1999
Nenhum comentário:
Postar um comentário