sexta-feira, 26 de abril de 2013

AMARGAS LEMBRANÇAS DE UMA LONDRES


Tristes são as lamparinas enevoadas;
A emanar um brilho, uma luz fosca.
Em torno dos postes de ferro talhado;
Acumulava – se lixo e moscas.

Não sei como sobrevivi;
Pensei em desesperar – me, desesperei – me;
Solucei ao atentar os ruídos sinistros;
Que fugiam do subalterno escuro.

São apenas amargas lembranças de uma Londres;
Prostituída e enfeitiçada;
Um vazio de medo, terra da fantasia envenenada.

Flutuo dentro de minhas roupas;
Percorrendo essas ruas, um cabedal de medo;
Pincelado por uma luz fosca e enevoada.


Paulo Grebim 2004

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