Tristes são as lamparinas enevoadas;
A emanar um brilho, uma luz fosca.
Em torno dos postes de ferro talhado;
Acumulava – se lixo e moscas.
Não sei como sobrevivi;
Pensei em desesperar – me, desesperei
– me;
Solucei ao atentar os ruídos
sinistros;
Que fugiam do subalterno escuro.
São apenas amargas lembranças de uma
Londres;
Prostituída e enfeitiçada;
Um vazio de medo, terra da fantasia
envenenada.
Flutuo dentro de minhas roupas;
Percorrendo essas ruas, um cabedal de
medo;
Pincelado por uma luz fosca e
enevoada.
Paulo Grebim 2004
Nenhum comentário:
Postar um comentário