segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SONETO AMARGO

SONETO AMARGO

Este meu rosto triste e cansado;
De amarguras e desencantos;
Olhos rotos e profundos;
Lágrimas secas de alma desterrado.

Salve a alma pois a carne está fraca;
Entreguei meu coração;
Por pura comoção;
No cume de uma adaga.

Espero toda manhã;
Por um alguém que não mais virá;
Um adeus singelo àquela face mais louçã.

E toda noite;
No cair do véu;
Sinto na língua o gosto amargo do féu.

PAULO GREBIM

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