SONETO AMARGO
Este meu rosto triste e cansado;
De amarguras e desencantos;
Olhos rotos e profundos;
Lágrimas secas de alma desterrado.
Salve a alma pois a carne está fraca;
Entreguei meu coração;
Por pura comoção;
No cume de uma adaga.
Espero toda manhã;
Por um alguém que não mais virá;
Um adeus singelo àquela face mais louçã.
E toda noite;
No cair do véu;
Sinto na língua o gosto amargo do féu.
PAULO GREBIM
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