AS CAVERNAS DE LASCAUX
Nos campos elísios;
Perto das cavernas de Lascaux;
Possuía um castelo magnífico;
Onde acordava e dormia.
Não era rei nem príncipe;
Nem bastardo nem empregado;
Apenas vivia ali;
Pelo cheiro do bálsamo, viciado.
O castelo permanece até hoje ereto;
Eu nasci, cresci e envelheci;
Por fim acabei em um de seus quartos, petrificado.
Estrangeiro em um mundo de fantasia e dolo;
Anêmico em um ambiente plástico;
Agora pelos séculos sob forma de pedra, eternizado.
Paulo Grebim
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