domingo, 25 de setembro de 2011

AS CAVERNAS DE LASCAUX

AS CAVERNAS DE LASCAUX


Nos campos elísios;
Perto das cavernas de Lascaux;
Possuía um castelo magnífico;
Onde acordava e dormia.

Não era rei nem príncipe;
Nem bastardo nem empregado;
Apenas vivia ali;
Pelo cheiro do bálsamo, viciado.

O castelo permanece até hoje ereto;
Eu nasci, cresci e envelheci;
Por fim acabei em um de seus quartos, petrificado.

Estrangeiro em um mundo de fantasia e dolo;
Anêmico em um ambiente plástico;
Agora pelos séculos sob forma de pedra, eternizado.

Paulo Grebim

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SONETO AMARGO

SONETO AMARGO

Este meu rosto triste e cansado;
De amarguras e desencantos;
Olhos rotos e profundos;
Lágrimas secas de alma desterrado.

Salve a alma pois a carne está fraca;
Entreguei meu coração;
Por pura comoção;
No cume de uma adaga.

Espero toda manhã;
Por um alguém que não mais virá;
Um adeus singelo àquela face mais louçã.

E toda noite;
No cair do véu;
Sinto na língua o gosto amargo do féu.

PAULO GREBIM