AS CAVERNAS DE LASCAUX
Nos campos elísios;
Perto das cavernas de Lascaux;
Possuía um castelo magnífico;
Onde acordava e dormia.
Não era rei nem príncipe;
Nem bastardo nem empregado;
Apenas vivia ali;
Pelo cheiro do bálsamo, viciado.
O castelo permanece até hoje ereto;
Eu nasci, cresci e envelheci;
Por fim acabei em um de seus quartos, petrificado.
Estrangeiro em um mundo de fantasia e dolo;
Anêmico em um ambiente plástico;
Agora pelos séculos sob forma de pedra, eternizado.
Paulo Grebim
domingo, 25 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
SONETO AMARGO
SONETO AMARGO
Este meu rosto triste e cansado;
De amarguras e desencantos;
Olhos rotos e profundos;
Lágrimas secas de alma desterrado.
Salve a alma pois a carne está fraca;
Entreguei meu coração;
Por pura comoção;
No cume de uma adaga.
Espero toda manhã;
Por um alguém que não mais virá;
Um adeus singelo àquela face mais louçã.
E toda noite;
No cair do véu;
Sinto na língua o gosto amargo do féu.
PAULO GREBIM
Este meu rosto triste e cansado;
De amarguras e desencantos;
Olhos rotos e profundos;
Lágrimas secas de alma desterrado.
Salve a alma pois a carne está fraca;
Entreguei meu coração;
Por pura comoção;
No cume de uma adaga.
Espero toda manhã;
Por um alguém que não mais virá;
Um adeus singelo àquela face mais louçã.
E toda noite;
No cair do véu;
Sinto na língua o gosto amargo do féu.
PAULO GREBIM
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