MOÇA DO LÍBANO
Vindo assim não mais que de repente;
O vento fez – se gente;
O álcool árido;
Invadiu a boca umedecida do crente.
Folhas formosas;
Compunham um balé;
Enquanto que o cavaleiro da armadura prateada;
Passeava pelas ruas;
Saudando as carruagens que vagavam pelas calçadas.
A fragrância do vinho, exauria;
Em uma vassoura;
Aproximava – se uma tempestade mítica.
A moça do Líbano;
Levitando em um tapete mágico;
Trouxe – me um flor – de – lótus;
Florzinha toda graciosa;
Nascida no vaso das ciências ocultas.
Quando a tempestade vingou;
A moça do Líbano cobriu – me com seu véu;
Em seu seio, descobri a moral quente;
Constituída com pouco do inferno e um tanto do céu.
PAULO GREBIM
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